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A ESPEVITADA ASIA ARGENTO COMPLETA 42 ANINHOS, E NÓS AQUI COMEMORAMOS

Pouca gente sabe, mas o nome de batismo da bela e talentosa atriz e diretora Asia Argento é Aria Maria Vittoria Rossa Argento. O oficial do cartório onde ela foi registrada em Roma se negou a aceitar o nome Asia, por mais que seus pais – o cultuado diretor de filmes B Dario Argento e a atriz e roteirista Daria Nicolodi – insistissem. O jeito foi consertar isso mais adiante, transformando Asia como nome artístico. E assim nasceu a carreira deste mulherão do cinema internacional. Desde menina, Asia Argento foi de dificílimo trato, dona de uma rebeldia implacável, e vivia fugindo de casa em sua adolescência. Talvez toda essa rebeldia fosse sintoma de muito talento contido esperando para aflorar, pois, de uma hora para outra, Asia se descobriu no trabalho de seu pai e desenvolveu um gosto por filmes sobre serial killers e marginais em geral. Trabalhou como atriz na maioria dos filmes de seu pai realizados depois de “Demônios 2”, de 1986, quando tinha apenas 10 an...

O FILME DA SEMANA É "MÃE!", A MAIS NOVA AVENTURA CINEMATOGRÁFICA DO GENIAL DARREN ARONOFSKY

por Luiz Mendonça (de Lisboa) para   Estreia-se hoje um filme caseiro de guerrilha, disruptivo e inconformado, que ataca o coração do nosso comodismo tão século XXI. É uma obra que vai à luta, que não tem medo de sujar as mãos e que se apresenta profundamente implicada na realidade que retrata. Visão simultaneamente satírica e horrífica do mundo sentimental. Retrato diabólico de we, the people que nos faz rir e gritar – no seu clímax conseguimos fazer essas duas coisas ao mesmo tempo. Com um riso estampado no rosto, gritamos: socorro! Gritar à gargalhada assim, dando uso à exclamação que Darren Aronofsky colocou no título para assinalar tanto a extensão do gesto – linguagem alegórica de extrema lucidez e bárbara violência – como o alcance deste filme-grito – um vírus áudio/visual que estranha e entranha, não cessando de nos trabalhar por dentro bem para lá das luzes da sala voltarem a acender. Fica já a mensagem neste parágrafo introdutório: apoie o cinema americano, o ...

COISAS DO BRASIL: PROCURA-SE UM BOM FANTASMA (por Álvaro Carvalho Jr.)

Procura-se um fantasma. Mas não um fantasma comum: um lençol branco com dois olhos negros saracoteando por corredores escuros. Precisamos de um que venha substituir um exército de mortos-vivos que vêm nos infernizando por muitos anos. Eles estão perambulando em todas as direções, por todo País, particularmente Brasília, arrastando suas correntes malditas e infernizando nossas vidas. É preciso dar um fim nisso... Esses mortos-vivos têm uma resistência incrível. Multiplicam-se como a velocidade dos leporíados; conhecem tudo de hereditariedade, tanto que seus filhos e filhas seguem seus passos sem pestanejar e repetem os mesmos desmandos de seus pais sem a menor cerimônia. Isso sem contar com a mania que têm de distribuir cargos a torto e a direito para familiares, amantes, agregados e afins. Não poderemos ter, por exemplo, um fantasma trágico como o da Ópera. Não duraria muito tempo no meio de tamanhas raposas mortas-vivas. Sentimentalismo, baixa auto-estima e, um sério e...

O NORUEGUÊS E OS PINGUINS (uma crônica de Marcus Vinícius Batista)

Roald Amundsen é um herói europeu e de grande parte daqueles que se apaixonaram por expedições. Ele é fruto de uma mentalidade que renasceu com impacto na passagem do século XVIII para o século XIX, quando cientistas e aventureiros resolveram conhecer e explorar lugares exóticos e distantes do planeta, muitos deles infelizmente a serviço de governos com o olhar colonizador. Tratava-se, em parte e com algumas diferenças, da retomada do período das grandes navegações. O vírus colonizador não infectou Amundsen, nascido na Noruega e, portanto, habituado ao mundo gelado desde a infância. Em 1899, ele foi imediato do navio Bélgica, que fez a primeira invernagem no continente antártico. Um dos integrantes da embarcação era o cientista polonês Henryk Arctowski, o primeiro a fazer um estudo meteorológico da Antártida. O norueguês, no entanto, entrou para a história em 14 de dezembro de 1911 quando, acompanhado por 52 cães e quatro trenós, alcançou o Pólo Sul, penúltimo extremo do...

CAFÉ & BOM DIA #75 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

Não é só Wally que sofre de incompletude, tenho a mais absoluta certeza que sofro também. Sou carente como ele de ser mais, um bolo mal assado, um leitor fóssil por meia opção e tenho urticária com obras de autores de condomínio. Pirandelamente recebo do olhar dos outros que sou esquisito, hermético e tenho o nariz torto. O viés torto, oblíquo de través como Wally. Sigo na incompletude que me afasta da mesquinhez dos submetidos e nos limites aconselháveis para manter distância da exterior descrição metafísica do cotidiano, carregada com o predador vírus da mesmose. Meu fichário de arte parou no século XX. Não sei se Wally Salomão foi além, mas cada um com sua incompletude. Monsieur Cognac rouba a cena e Tony Curtis vira coadjuvante. Tristão batizou seu cão com o nome de Husdent, Isolda para não sentir saudades de Tristão fica com Husdent, quando Tristão volta disfarçado de louco seu cão o reconhece. Milênios antes Ulisses é reconhecido pelo seu cão Argos. Cesar Lattes ministr...