Skip to main content

Posts

Showing posts with the label LEVA UM CASAQUINHO 622

A POUCOS DIAS DO DIA MUNDIAL DO ROCK, EDUARDO CAVALCANTI SAÚDA O DISCO QUE FOI O MARCO ZERO DO ROCK BRASILEIRO

Eduardo Rubi Cavalcanti é jornalista desde a década de 80. Trabalhou em A TRIBUNA de Santos e em várias outras publicações.  É Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e leciona Jornalismo na Unisantos, onde cursou sua graduação. Publica domingo sim, domingo não, em A TRIBUNA de Santos, a página PRÓXIMA PARADA, que reproduzimos aqui.

DICIONÁRIOS (por Marcelo Rayel Correggiari)

De vez em quando, é bom nos debruçarmos sobre os dicionários. Um dos principais perigos para o mundo hoje não está somente na destruição do meio-ambiente, atentados contra a vida ou estilo-de-vida que mais parece uma fábrica de fazer loucos(as): a capacidade de cognição também está sob sério risco. Uma boa visita ao dicionário, nesse caso, pode ser bastante relevadora. O bom e velho ‘livrinho’ de palavras (com versões online, pela internet, que atendem a todos os gostos) pode auxiliar na noção exata do que precisa ser expresso. Grande parte das pessoas não o utiliza. Por causa da preguiça, presunção, ou por entender que o bom uso das palavras é coisa de gente esnobe, pretensiosa, que deseja, acima de tudo, manipular todas as demais, os dicionários não são consultados. Há, igualmente, uma outra explicação: um bom dicionário pode escancarar nossa limitação e ignorância sobre aquilo que julgamos ser o uso correto dos conceitos. Em suma, um dicionário pode desmascarar ...

LEONARDO TONUS, UM POETA SOCIAL REVISITADO

Não existe prazer para um crítico literário que a exegese duma reunião de poemas em seu lançamento.   Poesia fruída água límpida, extraída da fonte, cântaro premente, produzida no calor da contemporaneidade. Versos não prosaicos nem crônicas poetizadas, poesia feita poesia com olhar nada datado para a condição humana, alto relevo encantado do dia que se eterniza, frutos da terra amadurecidos para fazerem-se literatura.   Leonardo Tonus remete a poesia brasileira feita de longe como aquela de um Ribeiro Couto, escritor que nunca largou as temáticas tropicais enriquecidas pela vivência de décadas na Europa.   Não por acaso o poeta refere-se a Saint-John Perse outro cosmopolita eivado do mesmo sentimento atlântico do mundo.   O “modus operandi ” dum escritor especialmente poeta é movimento pendular de “esponja” e “garimpo”: extrair a seiva sem arestas que não essencialidade da trama e epifania, o “insight” metafórico   eficiente e lapidar. Arqueologia d...

A ORIGEM DAS EXPRESSÕES (por Germano Quaresma)

Uma mula, animal de carga da família dos equinos, é resultado da cruza de duas espécies próximas, o burro e o cavalo. Dada sua natureza híbrida, o termo mula estendeu-se, na semântica, a toda sorte de mistura entre duas grandezas distintas. Viria daí o termo "mulato", creem alguns linguistas, resultado da mistura genética do branco com o negro. Com muito acerto, nestes tempos de ascensão das pautas sociais, o termo foi banido, por depreciativo, comparando o mestiço (outra forma de reduzir a humanidade do negro, não do branco) a um animal irracional. Há, contudo, outra corrente de estudiosos que afirma ser a palavra originária do idioma árabe. Não tenho elementos, e nem este meu estudo acadêmico tem por escopo autopsiar tal palavra, já exaustivamente investigada. Meu objetivo vai além de um singelo vocábulo, miro, na verdade, numa frase. Da zoologia aprendemos a diferença entre raça e espécie: raças se cruzam, espécies não. O Boxer pode cruzar com o Rotweiller...

CUCARACHAS (por Ademir Demarchi)

Ir para os Estados Unidos pela primeira vez é algo que se deve planejar, pois se há uma coisa que americano tem é obstáculo pra marinheiro de primeira viagem. Começa que o pedido de visto tem que ser agendado num site confuso e cheio de janelas estranhas. Depois de se ler uma série de recomendações parte-se para o preenchimento de um interrogatório de fazer criança rir, pois há questões que nos soam tão ingênuas quanto “você tem algum desajuste mental?” ou “você cometeu abuso de drogas?” ou “você participou de algum tipo de tortura ou ato de violência?” E por aí vai, fazendo que o interrogado se perguntar se é a si próprio que se está considerando um tonto ou eles é que são mentalmente simplificados, digamos assim. Depois que se passa por várias páginas desse formulário que tem até tutorial de preenchimento, chega-se ao boleto salgado que chapa o sujeito em 160 dólares para obter o visto. Feito isso, faz-se um agendamento da primeira entrevista, pois é bom que se diga: há duas. En...

JOÃO e JEREMIAS - A PORRA DA HISTÓRIA (um folhetim beat de JR Fidalgo - 15ª de 17 partes)

CAPÍTULO XXVI Na verdade Perder contato é fácil Astronautas sabem disso Também os controladores nas torres Devia haver um avião bem aqui Mas ele não está aqui, nem ali Ou em lugar algum Na verdade Perder contato é fácil Antes nos víamos quase todos os dias Agora trocamos e-mails de vez em quando Escrever cartas nem pensar Seria muito íntimo E, afinal, somos adultos Na verdade Perder contato é fácil Antes havia algum sentido Acordar de manhã Escovar os dentes e dar um beijo em você Levar o lixo lá fora Sair de casa Voltar Deitar ao seu lado Dormir e acordar Na verdade Perder contato é fácil Basta a gente se distrair Não sabia por que, mas tinha resolvido começar a ler A Porta dos Fundos do Paraíso pelas páginas com poesias, localizadas mais ou menos lá pela metade do livro.  Nunca gostara de poesia, na verdade achava poesia um tremendo pé no saco. Além disso,...