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FECHANDO O ANO, NA GALERIA DO LAURINHO, UM BRASILEIRO QUE VAI DEIXAR SAUDADES







Em 1973, fui à missa, na Catedral da Sé. A missa era para Alexandre Vanuchi Leme, morto pela ditadura. Num tempo em que ninguém tinha coragem de criticar o governo militar em público, eu não acreditava no que o padre falava para a multidão. o padre era Dom Paulo Evaristo Arns. Fiquei impressionado com a coragem daquele homem. Na mesma missa e com a mesma coragem, o cantor Sergio Ricardo cantou "Calabouço".

Em 1975 volto à Sé para outra missa: Wladimir Herzog tinha sido assassinado na tortura. Foi uma missa ecumênica e mais uma vez Dom Paulo nos maravilhou com sua coragem. Muitos anos depois, tive a honra de conhecer pessoalmente Dom Paulo. Um senhor muito alegre e de bem com a vida.

Em 2016 perdemos um grande homem.

(Lauro Freire)



Lauro Freire é um artista admirável.
Desenhista com um traço inconfundível
e dono de um senso de humor muito peculiar,
Lauro poderia estar expondo em salões
e circulando pelo país,
mas prefere mil vezes seguir pela contramão
e pintar pontos culturais da cidade,
como as colunas da Disqueria, no Baixo Boqueirão
(Av. Conselheiro Nébias 850).
É com muito prazer que LEVA UM CASAQUINHO
hospeda em suas webpáginas
a GALERIA DO LAURINHO.


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