Skip to main content

NO FUNDO, TODO MUNDO SEGURA NO BAGRE... (por Carlão Bittencourt)



Um belo dia, em pleno Canal 3, alguém gritou: “Comadre, Segura no Bagre...” Foi o que bastou. Todos aderiram!

Hoje, mais de 30 carnavais depois, não restam dúvidas de que na Rua Pindorama e arredores, todo folião que se preza Segura no Bagre. E dá o maior apoio!

O Lino, louco ou não, Segura no Bagre. Mesma coisa os irmãos Émerson “Bola 7”, Edgar e Hector de Paula, tudo segura no Bagre. E firme. O Maresia também Segura no Bagre. E ainda dá força, desde o começo.

No Heinz também não escapa ninguém. Até o Zé, o Rafael, os outros garçons, a turma da mesa 12 e, principalmente, os fregueses. É tudo Segura no Bagre!

Os falecidos, mas jamais esquecidos, Orlandinho, Seu Alberto, Passarinho, Celso Alonso, Nobregão, Tica, Nobreguinha, Demari, Buru, Peninha, Celsinho Garcia, a querida Eliana, todo mundo Segura no Bagre.

O Heraldo Segura no Bagre, e a Gisele também, com todo respeito. Paulinho do Iraque é outro que Segura no Bagre, com firmeza. Além de Claudinho Pelé, Clélia Garcia, Kiko, De Rosis , Miro e Omar, irmãos do Dr. Sérgio, que também Segura no Bagre.

Neuza Boffa, Tota, Renatinha Kodja, Bitenquinha, Duda, Cirinho Vaz, Monica e seu irmão Alexandre, o grande Durval “7 Cabeças”, Chico Marques e Ines Dupetit, tudo Segura no Bagre. Com fé.

Assim como Marcinha Garrido, Monica Quadrelli, Bitencão e sua mulher Soninha, além das filhas Lívia e Júlia. E mais: Tovinho, Carlinhos Pepe, Paulinho Sensei, Betinho Salles e do Tonhão, que é o mais versátil do bloco: Segura no Bagre com uma mão e desenha a camiseta com a outra.

Sem falar nos inúmeros pierrôs, colombinas e arlequins que só não estão aqui citados nominalmente por pura amnésia alcoólica, causada pelas centenas de biritas que bebemos pelos bares do pedaço. Mas é certo que toda essa gente também Segura no Bagre!


Agora, de todos nós, quem mais Segura no Bagre é o Mesquitinha. Disparado. Aliás, o Sr. Carlos Eduardo Mesquita Segura no Bagre desde o primeiro dia. E nunca abriu mão. E tanto fez que é o homenageado deste ano. Com apoio amplo, geral e irrestrito de todo mundo que Segura no Bagre.

O homem não era fraco. Boêmio, festeiro, folião, grande carnavalesco, Mesquitinha era amigo de todos, sabia de tudo e estava em todas as paradas. E isso com muita inteligência, um bom humor incrível e uma imensa capacidade de reunir os amigos à sua volta.

O cara só tinha um defeito: era corintiano. Mas isso, diante de tanta coisa boa, bonita e bacana que ele fez na vida, é perfeitamente desculpável.

Portanto, não se esqueça. Domingo de carnaval, a partir das 15 horas, na Pindorama com Lincoln Feliciano, pertinho do canal 3, venha com a gente homenagear essa imensa figura humana que foi o nosso querido Mesquitinha. Um lorde. Um príncipe. O eterno Presidente da Banda Carnavalesca Segura no Bagre.

(Carlão Bittencourt 02.02.2016)

(Mesquitinha e Murilo Lima no Bagre alguns anos atrás)



Carlão Bittencourt é redator publicitário e cronista,
autor de "Pela Sete - Breves Histórias do Pano Verde"
(2003, Editora Codex),
um mergulho no universo dos salões de bilhar de São Paulo,
e escreve toda semana em LEVA UM CASAQUINHO.





Comments

Popular posts from this blog

VINGANÇA (um catecismo clássico de Carlos Zéfiro)

Carlos Zéfiro (1921-1992) é o pseudônimo do funcionário público carioca Alcides Aguiar Caminha, que ilustrou e publicou durante as décadas de 1950 a 1970 histórias eróticas em quadrinhos que ficaram conhecidas por "catecismos", educando sexualmente pelo menos três gerações de brasileiros das mais diversas faixas etárias. M uito antes do advento das revistinhas suecas, da Ilha do Sol de Luz del Fuego, e dos filmes de Ron Jeremy.

A SURRA DE PICA QUE MEU IRMÃO DE DEU (um conto devasso de Emmanuelle Almada)

Meu nome é Sara e sempre fui uma menina muito caseira. Morava em um sítio no interior do Rio Grande do sul, e levava uma vidinha bem pacata. Cedo pela manhã eu tirava leite das vacas, alimentava os animais e fazia comida para meu pai e meus irmãos: um de 12 e outro de 14 anos. Sempre cuidei deles. Minha mãe morreu quando ainda eram muito pequenos, e eu assumi as responsabilidades da casa, mesmo sendo ainda uma menina. Nossa casa ficava longe da cidade mais próxima e para mim era praticamente impossível sair de lá para fazer qualquer coisa, daí vivia praticamente confinada naquele lugar. Meu pai é que saía, às vezes acompanhado por um dos meus irmãos, para levar leite para alguns mercadinhos da cidade, e passavam o dia inteiro fora. Eu ficava em casa cuidando do meu irmão menor, que era muito apegado a mim, me seguia onde quer que eu fosse. Era um menino franzino, de pele pálida e cabelos lisos, negros. Eu admirava a ingenuidade daquele anjo, sempre muito prestativo e car...

DOMADA PELO SEXO (um catecismo clássico de Carlos Zéfiro)

Carlos Zéfiro (1921-1992) é o pseudônimo do funcionário público carioca Alcides Aguiar Caminha, que ilustrou e publicou durante as décadas de 1950 a 1970 histórias eróticas em quadrinhos que ficaram conhecidas por "catecismos", educando sexualmente pelo menos três gerações de brasileiros das mais diversas faixas etárias. M uito antes do advento das revistinhas suecas, da Ilha do Sol de Luz del Fuego, e dos filmes de Ron Jeremy.