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BOFETADA DO PASSADO: ETEVALDO DIAS E O ÚLTIMO DIA DE COLLOR COMO PRESIDENTE

por Priscilla Mendes

(publicado originalmente em 28 de Setembro de 2009 no G1)


Porta-voz de Fernando Collor nos últimos dois meses de governo, o jornalista Etevaldo Dias, 73 anos, permaneceu ao lado do presidente até o derradeiro instante antes de ele deixar o Palácio do Planalto, depois de a Câmara ter aprovado o impeachment, em 29 de setembro de 1992. Diz que foi "movido pelo desafio" ao aceitar, em agosto de 1992, "bem no olho do furacão”, o convite de Collor para assumir a Secretaria de Imprensa da Presidência e lidar com a imprensa diante da grave crise que o governo enfrentava. “Eu virei um doutor em crise. Fui apagar incêndio 24 horas durante aqueles 50 e poucos dias de trabalho”, recorda.

Em 2 de outubro, três dias depois de a Câmara ter aprovado o impeachment (em 29 de setembro), Collor recebeu sua citação de afastamento. A partir daquele momento, ele deixaria o comando do país e seria o “presidente afastado” até 29 de dezembro, quando renunciou – mesmo assim o Senado Federal confirmou o impeachment, e o ex-presidente perdeu os direitos políticos por oito anos.

Collor deixou o Palácio do Planalto nesse dia sob vaias, mas a aparência confiante e altiva do ex-presidente não se abalou diante das câmeras. “Ninguém pode sair de um mandato com alegria. Ele devia estar emocionalmente bastante arrasado, mas fez questão de não aparentar”, lembra-se Dias. “Mas é óbvio que estava humilhado. Todo o governo estava humilhado e ele muito mais”.

leia AQUI 
a entrevista completa de Etevaldo Dias
para o G1











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