Por Luiz Fernando Gallego para Críticos.com No decorrer dos 127 minutos de C.R.A.Z.Y., acompanhamos a longa jornada de um rapaz com fortes inclinações homoeróticas até o entendimento, por parte de seu pai, de que tal orientação sexual não faz do filho um ser abjeto nem vergonhoso. O personagem central, Zac, nascido no Natal de 1960, é o quarto de cinco filhos de uma família católica do Canadá francês. E apresenta desde cedo sinais de identificação maior com a mãe do que com o pai: ele parece querer ser como a mãe: ainda criança, veste as roupas dela e cuida do irmão mais novo como uma menina brincaria com sua boneca viva. Simetricamente, em vez de querer ser como o modelo masculino representado por seu pai, parece querer ter o pai (ou outros homens) como fonte principal de amor. Ainda que na adolescência vá desenvolver aptidões para lutas marciais, aparentando uma definição de acordo com padrões externos masculinos e viris, talvez seu maior interesse fosse admirar o...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO