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CAFÉ E BOM DIA #1 (por Carlos Eduardo "Brizolinha" Motta)

O amor é um sentimento verborrágico: amantes se desmancham em juras infinitas, elogios desmesurados e declarações repetidas.  Histórias de amor são talvez as mais frequentes e mais permanentes da história da literatura.  O amor se expressa em fórmulas; “eu te amo” é um arranjo que não admite variações.  Seria possível, então, mapear a expressão do amor ao longo do tempo?  O que isso nos diria sobre o amor em si? Em "Fragmentos de um Discurso Amoroso", Barthes não assume como tarefa analisar o amor, mas a forma como ele se expressa e a cristalização do discurso a respeito dele.  Desde Shakespeare até Proust, o autor identifica os diversos clichês pelos quais os amantes se expressam tomando exemplos de clássicos da literatura e da filosofia. O que esse mapeamento diz sobre o amor, o discurso ou nossa relação com a linguagem?  Se existimos e, principalmente, nos relacionamos através da linguagem, o que as formas escolhidas para comunic...