Quase 40 anos depois (o filme é de 1977), Una Giornata Particolare volta, e aclamado como clássico. O que isso representa para o senhor? Tive o privilégio de fazer filmes aclamados pelo público e pela crítica, mas com Um Dia Muito Especial sempre houve algo que foi 'particolare', e desde a primeira hora. Para mim, o mais importante é ver o filme recuperar o brilho do tratamento visual original, que foi se perdendo com o tempo. Trabalhei com um fotógrafo excepcional, Pasqualino de Santis. Na época, a Technicolor nos advertia que o que queríamos lograr era muito difícil e poderia sofrer o desgate do tempo. No meu imaginário, Um Dia Muito Especial deveria ser um filme preto e branco em cores. Tinha na época, tenho hoje mais ainda, aos 83 anos, lembranças esmaecidas do fascismo. Cada vez mais, me lembro do período como soturno, em 'bianco e nero'. O filme já tinha essa vontade de rever aquele mundo como sépia, de forma crítica. O senhor gosta de dizer que existe um...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO