(publicado no EL PAÍS BRASIL 16/06/2016) O português Antonio Lopes além de meu sogro era peixeiro, e em suas viagens partia em busca do mercado municipal. Queria ver o sortimento, qualidade e atendimento, ver os pescados, sentir cada mercado, em cada cidade. Para um livreiro de rua como eu, imagine, as minhas andanças são pelas livrarias que ainda resistem nas cidades, apesar da web, dos shoppings e das lojas de departamentos e supermercados que oferecem livros às mancheias, perdão, Monteiro Lobato. Foi assim que fiz amizade com comparsas como o livreiro da Folha Seca, no Rio, ou com a Arte & Letra, em Curitiba, exemplos de resistência com elegância. Na Shakespeare & Co. percebi as pequenas ideias espalhadas pelos corredores caóticos da livraria e sebo parisiense, e realmente tem caldo histórico, apesar da cara de peixe morto da loirinha herdeira e atual mandatária da lendária livraria do entre-guerras. Mas a livraria preferida, a que visitei um p...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO