por Carlos Cirne para Colunas & Notas Cinebiografias sempre correm alguns calculados riscos. Sejam laudatórias ou não, podem enaltecer ou detratar seus objetos de observação. No caso de Elis Regina, tristemente desaparecida num relativamente recente passado (19 de janeiro de 1982), os pontos de contato ainda são muito claros para grande parte do público e isso pode ser uma faca de dois gumes. Para os “muito” fãs, o filme pode resultar num constante exercício de observação, sobre qual interpretação está ou não próxima da personagem real. Neste caso, um exercício recompensante, seja na figura da protagonista, Andréia Horta, que compõe uma Elis muito próxima da figura oficial da cantora; seja em alguns dos coadjuvantes (quem não seria coadjuvante, próximo a Elis?), como Gustavo Machado, o charmoso cafajeste Ronaldo Bôscoli, Rodrigo Pandolfo como Nelson Motta, ou Caco Ciocler emulando com muita propriedade a César Camargo Mariano, ou ainda o impressionante (e irreconhecí...
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