O amor é um sentimento verborrágico: amantes se desmancham em juras infinitas, elogios desmesurados e declarações repetidas. Histórias de amor são talvez as mais frequentes e mais permanentes da história da literatura. O amor se expressa em fórmulas; “eu te amo” é um arranjo que não admite variações. Seria possível, então, mapear a expressão do amor ao longo do tempo? O que isso nos diria sobre o amor em si? Em "Fragmentos de um Discurso Amoroso", Barthes não assume como tarefa analisar o amor, mas a forma como ele se expressa e a cristalização do discurso a respeito dele. Desde Shakespeare até Proust, o autor identifica os diversos clichês pelos quais os amantes se expressam tomando exemplos de clássicos da literatura e da filosofia. O que esse mapeamento diz sobre o amor, o discurso ou nossa relação com a linguagem? Se existimos e, principalmente, nos relacionamos através da linguagem, o que as formas escolhidas para comunic...
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