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A ÉTICA DOS SAMURAIS SEGUNDO MISHIMA (uma crônica de Ademir Demarchi)

O escritor japonês Yukio Mishima se notabilizou, mais que por sua obra, por sua excentricidade, configurada num amor idealizado pela pátria, pelo imperador e pelo modo de vida do Japão medieval que tinha os samurais como exemplo moral de conduta e que o levou às últimas consequências do ato teatralizado do harakiri, feito com seu amante. Por esse credo, nunca aceitou a rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial, para ele manchada sobretudo com a humilhação imposta ao imperador Hiroito, que teve que admitir para os súditos que não tinha caráter divino. Insatisfeito com o que considerava ser uma degradação moral do país, Mishima criou uma sociedade e recrutou cerca de 90 jovens universitários de extrema-direita e os treinou nas artes samurais e na filosofia tradicional. Esse modo de pensar e agir foi compilado num livro, “O hagakure”, sobre o qual Mishima escreveu “O hagakure – A ética dos samurais e o Japão Moderno”, considerado por ele “o único livro que existe para mim”. Esse ...

A ÉTICA DOS SAMURAIS SEGUNDO MISHIMA (uma crônica de Ademir Demarchi)

O escritor japonês Yukio Mishima se notabilizou, mais que por sua obra, por sua excentricidade, configurada num amor idealizado pela pátria, pelo imperador e pelo modo de vida do Japão medieval que tinha os samurais como exemplo moral de conduta e que o levou às últimas consequências do ato teatralizado do harakiri, feito com seu amante. Por esse credo, nunca aceitou a rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial, para ele manchada sobretudo com a humilhação imposta ao imperador Hiroito, que teve que admitir para os súditos que não tinha caráter divino. Insatisfeito com o que considerava ser uma degradação moral do país, Mishima criou uma sociedade e recrutou cerca de 90 jovens universitários de extrema-direita e os treinou nas artes samurais e na filosofia tradicional. Esse modo de pensar e agir foi compilado num livro, “O hagakure”, sobre o qual Mishima escreveu “O hagakure – A ética dos samurais e o Japão Moderno”, considerado por ele “o único livro que existe para mim”. Ess...

A ÉTICA DOS SAMURAIS SEGUNDO MISHIMA (por Ademir Demarchi)

O escritor japonês Yukio Mishima se notabilizou, mais que por sua obra, por sua excentricidade, configurada num amor idealizado pela pátria, pelo imperador e pelo modo de vida do Japão medieval que tinha os samurais como exemplo moral de conduta e que o levou às últimas consequências do ato teatralizado do harakiri, feito com seu amante. Por esse credo, nunca aceitou a rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial, para ele manchada sobretudo com a humilhação imposta ao imperador Hiroito, que teve que admitir para os súditos que não tinha caráter divino. Insatisfeito com o que considerava ser uma degradação moral do país, Mishima criou uma sociedade e recrutou cerca de 90 jovens universitários de extrema-direita e os treinou nas artes samurais e na filosofia tradicional. Esse modo de pensar e agir foi compilado num livro, “O hagakure”, sobre o qual Mishima escreveu “O hagakure – A ética dos samurais e o Japão Moderno”, considerado por ele “o único livro que existe para mim”. Ess...