publicado originalmente em Colunas & Notas À primeira vista, a sinopse de “14 Estações de Maria” pode parecer bastante redutora: Maria (Lea Van Acken), adolescente às vésperas de realizar sua Crisma na igreja que frequenta (católicos fundamentalistas), acaba sendo vítima de sua própria fé, em contraponto às transformações psicológicas e hormonais que sua idade enseja. Na verdade, o filme de Dietrich Brüggemann acaba fazendo uso de alguns dispositivos formais bem interessantes para contar/comentar esta história. Para começar, a ausência de trilha sonora evidencia a crueza e retidão de caráter que se espera dos fiéis nesta comunidade. Em segundo lugar, a câmera estática e a quase nenhuma montagem – excetuando-se as passagens de cena, tudo é gravado com câmera fixa, ou quase – também evidenciam a ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO