Pensarei seriamente se devo migrar, nas próximas semanas, para a Literatura. Sou egresso do curso de Letras e, às vezes, fico meio reticente em falar sobre livros: numa Mercearia que prima pelo descompromisso com a coisa chata, conversar sobre livros e o risco de pintar um papo xarope da moléstia é gigantesco... Por outro lado, investir na cinematografia de documentários traz um efeito colateral (como todo efeito colateral) pouco agradável: o mundo onde vivemos já deu (e faz tempo!). Acabo, assim, arrastando o freguês (Mercearia que se preze tem ‘freguês’ e não ‘cliente’) para um niilismo pouco eficiente (apesar de provocativo) que dá bem para viver sem nos dias de hoje. Há duas semanas, foi a vez de ‘Manda Bala’, de Jason Kohn, documentário cinematograficamente perfeito, com uma direção de arte de se tirar o chapéu, mas que trata do ‘mundinho cão’ onde vivemos. O problema dos documentários mais recentes é que eles retratam esse ‘dog-eat-dog world’ e fica quase impossí...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO