Não sei a data precisa. Acho até melhor porque seria mais uma forma de cristalização na memória, com chances reais de traumas. Numa noite dessas, eu e minha mulher Beth tínhamos acabado de deitar, estávamos naquele sono inicial, com o sinal de alerta no botão mínimo, quando senti os pelos dele roçarem na minha perna. Minha mulher não era. Beth nunca precisou depilar as pernas. Levei alguns segundos para processar a informação. Meu filho não era também. Vini não estava em casa e, com sete anos, seria impossível que eu não tivesse notado um garoto-lobisomem como herdeiro. Vini ainda tem aquela pele de nenê. O sujeito subiu mais um pouco na cama. Esfregou-se em mim e se encaixou ao lado do meu quadril. Tentava achar um canto entre eu e Beth. Criança entre os pais a esta altura da paternidade? Eu e Beth não tivemos filhos. Meus dois eram grandes já, e não gostavam de dormir entre a gente. Ainda bem. Preferiam o espaço deles. Uns minutos depois, o visitante resolveu se ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO