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EM EXPOSIÇÃO NA NOSSA WEB GALERIA: GEORGES WOLINSKI

Nascido na Tunísia em 1934, Georges Wolinski se mudou com a família para a França em 1946. Começou a publicar suas tiras nos anos 1960, em trabalhos satíricos que envolviam política e sexualidade.   Durante o maio de 1968 francês – série de manifestações e protestos estudantis por reformas na educação que logo teve adesão de trabalhadores e resultou em uma greve geral –, Wolinski foi confundador da revista "L'Enragé".   Na década seguinte, passou a fazer parte de jornal comunista "L'Humanité". Outros veículos com os quais colaborou foram "Liberácion", "Paris-Match" e "L'Écho des Savanes", além de "Charlie-Hebdo".   Uma das personagens mais marcantes de Wolinski foi a polêmica Paulette, criada junto do artista Georges Pichard (1920-2003) também o início dos anos 1970. Ela foi uma espécie de musa dos quadrinhos da época e apareceu pela primeira vez nas páginas da revista de humor "Charlie Mensuel...

BOFETADA DO PASSADO: JAGUAR RELEMBRA GEORGES WOLINSKI (O DIA 14-03-2015)

Prometo que é a última vez que falo nele aqui. Peço desculpas por voltar ao assunto do atentado ao ‘Charlie Hebdo’. Como diz o samba, “abalou meu sistema nervoso”. Acho pertinente contar trechos de uma entrevista feita pelo Ziraldo com Wolinski na sua casa em Paris. Foi em março de 1975, há 40 anos. É tempo pra caramba: por coincidência, Wolinski, Ziraldo e eu tínhamos a mesma idade: 43 anos. Vale a pena transcrever a primeira pergunta do ilustre caratinguense, em ziraldês, uma espécie de esperanto inventado por ele: “Nous voulons to do some questions very personalles to you, avant de tout.” Ficamos sabendo que Georges Wolinski foi uma ONU ambulante: francês, nascido na Tunísia (seus pais foram para Paris quando ele tinha 12 anos). Pai polonês e mãe norte-africana, por sua vez filha de italianos.  E tanto o pai quanto a mãe eram judeus. Comentário de Ziraldo: “Você então é um judeu de esquerda?” “Não sou nada, porque eu sou ateu, apenas nasci judeu. Mas sou antission...

SOBREVIVENDO À SEMANA EM QUE O SÉCULO 21 BROCHOU

(por Chico Marques) Todos esses acontecimentos terríveis envolvendo o massacre na sede do Charlie Hebdo que vitimou quatro grandes chargistas franceses -- entre eles, o octagenário Georges Wolinski --, mais a sensação de impotência decorrente de uma situação surreal como a que a Europa vive hoje, fizeram desse início de ano o início de ano mais brochante do Século 21 até agora... É natural. Sempre que a barbárie ganha de goleada da razão, a sensação que fica é sempre essa. De certa forma, os atentados em Paris ocorridos esta semana foram piores que o 11 de Setembro em Nova York. Os ataques ao World Trade Center ao menos foram impessoais e malignamente democráticos. Já os dessa semana, não. Apesar de tantas adversidades, o humor sobrevive. A duras penas, mas sobrevive. O Charlie Hebdo, por exemplo, não vai deixar de circular por conta do que aconteceu, e manda avisar que o tom anárquico praticado pelo semanário vai permanecer intacto. Tudo isso, somado à crônica magnífica de ...