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SAUDAMOS A MEMÓRIA DA ENCANTADORA NATHALIE DELON (Oujda Morocco Agosto 1 1941 - Paris France Janeiro 21 2021)








Quem viveu o final dos Anos 60 e o início dos 70, com certeza ouviu muito falar de Nathalie Delon. Era uma mulher lindíssima, que vivia no jet-set europeu. Suas fotos em festas corriam o mundo – aqui no Brasil, apareciam frequentemente em revistas como Manchete e O Cruzeiro – e ela talvez tenha sido uma das primeiras “celebridades sem obra” da história, já que não era exatamente uma modelo de carreira, nem tinha uma carreira sedimentada como atriz. Era apenas “célebre por ser uma celebridade”, como na definição clássica esboçada por Millôr Fernandes.

 

O verdadeiro nome de Nathalie Delon é Francine Canovas. Nasceu em Oujda, Marrocos, em 1 de Agosto de 1941. Sua infância foi marcada pela ausência de seu pai, que sumiu de casa poucos meses após seu nascimento. Foi criada por sua mãe, teve uma adolescência problemática e, aos 17 anos, fugiu de casa e foi trabalhar como modelo em Paris. Casou-se com o ator Guy Barthélémy em 1959, com quem teve uma filha: Nathalie. Em 1962, o casal se separou e ela conheceu o ator Alain Delon. Os dois se casaram no verão de 1964 e se mudaram para os Estados Unidos, onde nasceu Anthony, o único filho do casal. Um ano depois, voltaram a morar na França, mas as coisas já não iam bem entre eles e então, em 1968, os dois se divorciaram.

 

 Enquanto seu casamento ruía, Nathalie tratou de se dedicar a sua carreira de atriz, que começou em 1967 com o filme “Le Samouraï” de Jean-Pierre Melville. Mas durante a década de 1970, ela seguiu em frente fazendo filmes inexpressivos e esquecíveis como “O Exército das Sombras” (1970), “Sex-Shop” (1971), “The Very Good and Very Joyful Story of Colinot's shirt-kit” (1973), “A Faithful Woman” (1976), “The Holiday Time” (1979). Em todos eles, Nathalie pouco exibia seu talento dramático. O que se via era sempre seu belo corpo – às vezes com pouca roupa, outras vezes sem roupa alguma.

 

Namoradeira, teve romances com o saxofonista Bobby Keys (dos Rolling Stones), o cantor Eddie Fischer (ex-Debbie Reynolds, ex-Liz Taylor), além do diretor Louis Malle e atores como Franco Nero, Jean Sorel e Helmut Berger. Mas não estava satisfeita. Caiu de cabeça na bebida e na cocaína, que pouco a pouco acabaram destruindo o que restava de sua carreira como atriz. Foi quando ela conheceu Chris Blackwell, fundador da gravadora Island Records, com quem engatou um romance por vários anos, passando a viver em sua casa em Nassau, nas Bahamas, e sumindo de vez do jet-set internacional. Com o apoio de Blackwell, do sol do Caribe e do mar cristalino, ela conseguiu não só largar a bebida e a cocaína como também recompor sua vida. Até retomou sua carreira como atriz. Já Chris Blackwell, que sempre foi muito reservado, está lançando por esses dias sua muito aguardada autobiografia, e é provável que nela ele fale um pouco sobre sua vida pessoal com Nathalie, e não apenas sobre suas relações com os grandes artistas que produziu e lançou internacionalmente.




































































































































Quem viveu o final dos Anos 60 e o início dos 70, com certeza ouviu muito falar de Nathalie Delon. Era uma mulher lindíssima, que vivia no jet-set europeu. Suas fotos em festas corriam o mundo – aqui no Brasil, apareciam frequentemente em revistas como Manchete e O Cruzeiro – e ela talvez tenha sido uma das primeiras “celebridades sem obra” da história, já que não era exatamente uma modelo de carreira, nem tinha uma carreira sedimentada como atriz. Era apenas “célebre por ser uma celebridade”, como na definição clássica esboçada por Millôr Fernandes.

 

O verdadeiro nome de Nathalie Delon é Francine Canovas. Nasceu em Oujda, Marrocos, em 1 de Agosto de 1941. Sua infância foi marcada pela ausência de seu pai, que sumiu de casa poucos meses após seu nascimento. Foi criada por sua mãe, teve uma adolescência problemática e, aos 17 anos, fugiu de casa e foi trabalhar como modelo em Paris. Casou-se com o ator Guy Barthélémy em 1959, com quem teve uma filha: Nathalie. Em 1962, o casal se separou e ela conheceu o ator Alain Delon. Os dois se casaram no verão de 1964 e se mudaram para os Estados Unidos, onde nasceu Anthony, o único filho do casal. Um ano depois, voltaram a morar na França, mas as coisas já não iam bem entre eles e então, em 1968, os dois se divorciaram.

 

 Enquanto seu casamento ruía, Nathalie tratou de se dedicar a sua carreira de atriz, que começou em 1967 com o filme “Le Samouraï” de Jean-Pierre Melville. Mas durante a década de 1970, ela seguiu em frente fazendo filmes inexpressivos e esquecíveis como “O Exército das Sombras” (1970), “Sex-Shop” (1971), “The Very Good and Very Joyful Story of Colinot's shirt-kit” (1973), “A Faithful Woman” (1976), “The Holiday Time” (1979). Em todos eles, Nathalie pouco exibia seu talento dramático. O que se via era sempre seu belo corpo – às vezes com pouca roupa, outras vezes sem roupa alguma.

 

Namoradeira, teve romances com o saxofonista Bobby Keys (dos Rolling Stones), o cantor Eddie Fischer (ex-Debbie Reynolds, ex-Liz Taylor), além do diretor Louis Malle e atores como Franco Nero, Jean Sorel e Helmut Berger. Mas não estava satisfeita. Caiu de cabeça na bebida e na cocaína, que pouco a pouco acabaram destruindo o que restava de sua carreira como atriz. Foi quando ela conheceu Chris Blackwell, fundador da gravadora Island Records, com quem engatou um romance por vários anos, passando a viver em sua casa em Nassau, nas Bahamas, e sumindo de vez do jet-set internacional. Com o apoio de Blackwell, do sol do Caribe e do mar cristalino, ela conseguiu não só largar a bebida e a cocaína como também recompor sua vida. Até retomou sua carreira como atriz. Já Chris Blackwell, que sempre foi muito reservado, está lançando por esses dias sua muito aguardada autobiografia, e é provável que nela ele fale um pouco sobre sua vida pessoal com Nathalie, e não apenas sobre suas relações com os grandes artistas que produziu e lançou internacionalmente.

 

 Em 2003, Nathalie Delon voltou a morar na França e publicou sua autobiografia “Não Chore, Não Importa”. No vídeo pictorial a seguir você vai conhecer melhor Nathalie Delon, uma mulher exuberante, magnífica e maravilhosa. Vamos a ela. (Chico Marques)

 




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