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AOS 43 ANOS DE IDADE, A FERRS APERTA O OFF E ENCERRA DIA 31


Fui cliente contumaz da FERRS desde 1973, quando funcionava na Galeria Quinta Avenida, depois na Galeria Campos Elíseos, e por último no Parque Balneário Shopping. 

Era a loja mais descolada da cidade, sempre abarrotada de LPs -- depois, CDs -- importados e sempre atualizadíssima -- ao contrário de seus concorrentes, que trabalhavam só com o arroz com feijão fornecido pelas gravadoras brasileiras.


Virou rapidamente o equivalente local às grandes lojas de São Paulo e Rio, como o Museu do Disco, Modern Sound, Brenno Rossi, Billboard e Bruno Blois. Tinha importação própria e trabalhava tão bem que durante algum tempo ganhou uma "quase filial": a Korneta, com LPs importados e equipamentos de som high-end.

Eu sou suspeito para falar, pois é enorme a quantidade de LPs que guardo até hoje com aquele selinho dourado clássico de extremo bom gosto com o logo da loja em azul escuro. 


(verdade seja dita: a FERRS era na época a única loja de discos da cidade com um logo bacana, bem projetado, e f
oi a primeira a se preocupar em ter uma identidade visual forte) 

Sempre achei que o Fernando e o Paulo tinham uma atitude cosmopolita e uma postura pouco sorridente, que vez ou outra entrava em rota de colisão com estratégias de venda maneiristas e pegajosas praticadas por outros lojistas do ramo na cidade. 


Graças a isso, os dois irmãos ganharam fama de antipáticos, e
cagavam solenemente para esse mimimi provinciano local. 

Sabiam o que estavam fazendo, tanto que a FERRS sobreviveu a todos os seus concorrentes nesses 43 anos com instalações de dar inveja à maioria das lojas de discos de São Paulo. 


Eu bato palmas para a FERRS p
elo alto padrão de comércio praticado nesses 43 anos e também pela tenacidade. 

Obrigado, Fernando. 


Obrigado, Paulo (in memoriam). 


Que bom que vocês fizeram a diferença. 









A propósito: tem uma liquidação rolando tanto na loja física do Parque Balneário Shopping quanto na loja virtual da FERRS:  http://www.ferrs.com.br/ferrs/









Comments

  1. Pq a loja vai acabar? Ela não pode acabar assim do nada!

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  2. Antipatia era seu lema, maltratar o cliente era sua prática.

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  3. tudo mentira, nao vai fechar nada, nao vao fechar dia 31 nao!

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  4. @calazans Ja trabalhei la, e posso dizer que, antipatia não era somente com os clientes, não processei, mas é muito fácil saber que alguém que trabalhou lá tenha processado

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  5. This comment has been removed by a blog administrator.

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  6. Os comentários de Victoria Sertek foram eliminados do blog porque são levianos, extremamente ofensivos e não condizem com a verdade. A loja está encerrando atividades por um motivo bem prosaico: o aluguel encareceu demais, e o movimento não acompanhou esse crescimento. O Fernando não pretendia se aposentar já, de imediato, mas diante da situação atual acabou optando por antecipar sua aposentadoria, depois de 45 anos no ramo. A loja não vai fechar rigorosamente no dia 31, conforme noticiado. Ainda vai permanecer aberta até que o ponto seja negociado -- o que não deve levar muito tempo, já que o ponto é excelente.

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  7. Era uma tradição minha ir para a Ferrs. Na metade dos anos 90, ia na Opus, no mesmo Parque Balneário. Sou de Rio Claro-SP e uma vez por ano ia até Santos. Até o dia que conheci a Ferrs e o primeiro CD que comprei, "Peter Gabriel - Secret World". Conheço ótimas lojas do ramo na Galeria do Rock, mas a Ferrs era um charme só. Guardo os vários cds que comprei como relíquias. Fernando curtia Smooth Jazz e , quando passei a falar um pouco mais com ele, sempre falava de Richard Elliot, Fourplay...enfim, meus irmãos deixaram de me zuar ("Serginho gosta de ir na praia só para ir na Ferrs", entre outras frases), compro cds aqui em minha cidade ou na Galeria, mas loja igual, jamais acharei. Muito obrigado pelos ótimos momentos!

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