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AS "BOAZUDAS" DOS ANOS DE OURO DO CINEMA BRASILEIRO #9: MARTA MOYANO

por Chico Marques


Marta Moyano nasceu em Buenos Aires, 1951, e certamente veio para o Rio atraída pelo sucesso no cinema de outra bela argentina: Adriana Prieto.

Era lindíssima. Branquinha, com cabelos louros longos e bem lisos sempre em movimento e uma boca carnuda que levava todo marmanjo à loucura.


Seu portunhol meio atrapalhado se encaixou facilmente numa tradição clássica da comédia brasileira iniciada por Jacqueline Myrna e Kate Lyra -- e seu corpo escultural cuidou do resto.


O ator e diretor Carlo Mossy, fã incondicional de Marta Moyano, conviveu com ela tanto dentro quanto fora dos sets de filmagem, e são dele as carinhosíssimas palavras logo a seguir:


"Seu corpo exageradamente alvo qual uma provocante ingênua pureza, corpo escultural e loucamente natural, donde seios em formato de pera desabrochavam gloriosos, deslumbrantes e inigualáveis, e cujos bicos rosáceos e regiamente nodosos, oh, poderiam ser abocanhados a integra por bocas epidermicamente gulosas. Pareciam uma pintura em 3D de Renoir. Sua pele macia tal qual uma seda angelical transcendia-se ao bom senso anárquico de qualquer ser originalmente lascivo... Seu andar propositalmente sacana, estudado nos mínimos detalhes perversos, passos de esteta malandra, enfeitiçava com sua sensualíssima marcha erotizada extra poética, fantasiosos caminhos asfaltados pelo total regozijo ardiloso, passos que se desenvolviam rumo ao Nirvana da sofreguidão humana, maldosamente terráquea."

Marta Moyano deixou o cinema em definitivo em 1981.

Não se conformava de ter feito parte do elenco de Dona Flor e Seus Dois Maridos, o maior sucesso de bilheteria do cinema brasileiro em todos os tempos, e mesmo assim nunca ter sido escalada para um papel mais ou menos relevante em algum filme brasileiro dito "sério".


Depois de 10 anos fazendo pornochanchadas absolutamente rotineiras, chegou à conclusão de que sua carreira estava seguindo para lugar algum, daí resolveu jogar tudo pro alto, se casar, ter filhos e abraçar uma vida pacata e segura.


Marta Moyano continua vivendo no Rio até hoje, numa bela casa em Jacarepaguá. Difícil acreditar que aquela deusa do sexo portenha arrebatadora, com seu jeitinho sexy inocente que brilhou em tantas pornochanchadas vagabundas de Carlos Imperial e Carlo Mossy, viria se tornar uma senhorinha doce e simpática de 66 anos...


Marta Moyano pode nunca ter sido uma atriz de verdade, m
as talento para se reinventar certamente nunca lhe faltou.















FILMOGRAFIA

CAFÉ NA CAMA (1973, dir: Alberto Pieralisi)
OH, QUE DELÍCIA DE PATRÃO (1973, dir: Alberto Pieralisi)
MOTEL (1975, dir: Alcimo Diniz)
COM AS CALÇAS NA MÃO (1976, dir: Carlo Mossi)
O HOMEM DA CABEÇA DE OURO (1976, dir: Alberto Pieralisi)
O VARÃO ENTRE AS MULHERES (1976, dir: Luiz Antonio Piá)
O SEXOMANÍACO (1976, dir: Carlos Imperial)
O MULHERENGO (1977, dir: Fauzi Mansur)
AS MASSAGISTAS PROFISSIONAIS (1977, dir: Carlo Mossi)
DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS (1977, dir: Bruno Barreto)
NEM AS ENFERMEIRAS ESCAPAM (1977, dir: André José Adler)
O GARANHÃO NO LAGO DAS VIRGENS (1977, dir: Marcos Lyra)
MANICURES A DOMICÍLIO (1977, dir: Carlo Mossi)
UM MARCIANO EM MINHA CAMA (1981, dir: Carlos Imperial)
















 








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"CAFÉ NA CAMA"
UMA CORTESIA
CANAL BRASIL/YOU TUBE






Comments

  1. Realmente uma grata surpresa com seu jeito doce. Marta Moyano desfilou sua beleza portenha em vários filmes, mas sem nunca ter iso além do trivial ( a moça sexy e ingênua). Por isso eu também concordo quanto ao fato de não ter recebido outras chances de aparecer em gêneros para mostrar que seu talento ia além de um corpo escultural.

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  2. Uma gata setentista made in Argentina..!!

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  3. Não interessa a idade de Marta Moyano, ela sempre será minha eterna musa desde os meus 7 aninhos em 1973.

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